O Mestre dos Mestres

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M. Ueshiba - O Sensei - Grão Mestre

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Este Blog é dedicado às pessoas cuja motivação de vida seja o crescimento como ser humano. Admitindo-se que este passa pela opção de valorizar o SER em detrimento do TER e também pela difícil opção consciente que todos os grandes mestres pregam, que é a necessidade de priorizar em primeiro lugar o seu ser, pois este só poderá ser produtivo para os outros na medida em que estiver bem nos planos; físico, mental e espiritual.

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POA-06 DE ABRIL de 2009

Ter duvidas enriquece, ter certezas empobrece o nosso espírito: a certeza absoluta, talvez, nos leve à cegueira total.

Vargas

RIR É O MELHOR REMÉDIO.

O sujeito encontra um amigo judeu e diz: 
- É verdade que todo judeu sempre responde uma pergunta
com outra pergunta? 
- Quem foi que te falou essa besteira?

++++++ KOSHUKAI 032009 +++++++

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009


Hoje estamos postando o interesante texto de Leila Ferreira. Ela é uma jornalista mineira com mestrado em Letras e doutorado em Comunicação que, apesar de doutorada em Londres, optou por viver uma vidinha mais simples em Belo Horizonte... 


DO BOM E DO MELHOR

Estamos obcecados com "o melhor". Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor". Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça - e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante.

Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis. Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o
menos, às vezes, é mais do que suficiente. Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa? E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro? O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?

Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos
A casa que é pequena, mas nos acolhe. O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo. 
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?


_________________________
Texto com uso autorizado. Quem quiser conhecer o Blog da Leila, vá em: http://www.leilaferreira.com.br 

R. Vargas

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

DO "MA AI" AO AMOR UNIVERSAL


Quero, neste texto, trocar algumas idéias com os meus leitores e alunos, acerca do tema distância "ideal, ou distância segura, que, em artes marciais japonesas, é conhecido pela designação de ma aiConsiderando que a proposta do Aikido não se limita a desenvolver, em seus praticantes, apenas aspectos marciais, mas também filosóficos e psicológicos, trataremos este assunto, aqui, de uma forma mais flexível e também discutiremos sua importância como metáfora de algo maior do que o seu simples significado físico-espacial. 
Em uma definição Strictu Sensu, o termo ma ai designa a distância ideal e segura entre duas pessoas. Podemos começar dizendo que o homem não inventou esta necessidade, ele herdou dos seus ancestrais, pois este é um instinto, um atavismo desenvolvido por todos os animais. É importante constatar que existiram, na história da humanidade, e existem, ainda hoje, diversas necessidades de distância, que estão sempre “mutando” conforme a época da história do homem, conforme as características de cada povo ou da região a que pertencem. 

Mesmo hoje, se compararmos os hábitos das pessoas de áreas geográficas diferentes, veremos que a noção de conforto em relação à distância varia muito, pois quanto maior for a cidade, por conseqüência maior será o volume de pessoas e, assim, por uma necessidade de adaptação, mais proximidade, estas conseguiram suportar. As pessoas dos grandes centros perdem cada vez mais a noção de distância, e isso influi, por conseqüência, na sua percepção do mundo e da relação com este. Você pode perceber isso na forma de cumprimentar das pessoas. Se fizermos uma viagem, imaginária, indo de uma grande metrópole em direção ao interior, veremos que quanto menor for o centro urbano, maior será a distância mantida pelas pessoas durante um cumprimento formal. 
Esta constatação nos leva a uma pergunta: qual o comportamento natural, o do homem do interior ou o da grande metrópole? Olhando tal questão sob a luz de ciências como a  Antropologia, a Psicologia Social ou até pela nossa experiência de vida, podemos facilmente observar que este imperativo social de encurtamento da distância, causado pela super população em pequenos espaços, como ruas centrais de grandes centros urbanos, Shopping Center, etc., nos leva aceitar isso através de uma adaptação forçada, contrariando a nossa natureza, que certamente é a de manter  uma distância mais confortável. Existem diversos estudos sobre o comportamento dos animais quando confinados em pequenos espaços, que confirmam a condição desta situação como potencialmente causadora de patogenias, que se iniciam com uma vertente de stress intenso. Esses  estudos constatam um aumento significativo da mortalidade, nos grupos submetidos este tipo de situação. Dessa forma, é fácil compreender a influência que isto tem na perda da qualidade de vida em nossas metrópoles. 
No entanto, voltando ao aspecto marcial da distância, a questão que se coloca é: "Qual é a distância segura?", ou seja, a que distância é seguro ficar de um possível agressor? Se observarmos o comportamento de animais, mesmo os domésticos, como  os cachorros e os gatos veremos que existe uma percepção, talvez instintiva, por parte deles, do perigo da proximidade de estranhos e esta distância tende a ser maior quanto menos domesticado for o animal. Se, por exemplo, tentarmos nos aproximar de um cavalo selvagem, ele dificilmente permitirá, mostrará contrariedade ou se afastará
Em seu livro, O homem que ouve cavalos (Ed. Bertrand Brasil)Monthy Roberts nos presenteia com sua brilhante e rica experiência com estes que são segundo a História nos ensina, os mais antigos companheiros e auxiliares do homem em sua espetacular história evolutiva. Vamos encontrar referências a esse convívio desde as gravuras rupestres da gruta de Lascaux, na França,  de aproximadamente 17.000 a.C. 
Neste legado de Monthy sobre os cavalos, podemos ver a importância do tipo de "approach", de como diversos detalhes da atitude corporal de quem faz a aproximação podem produzir uma acolhedora aceitação ou uma desastrosa rejeição, com fuga ou até um ataque, pois foi com os animais selvagens que o homem aprendeu a máxima "A melhor defesa é o ataque". Percebida e aceita a importância da distância  no "approach" com qualquer ser vivo, surge a pergunta: "Como podemos melhorar a qualidade de nossa aproximação com os outros seres?"
Uma leitura simples que se pode fazer deste livro de Monthy, e de outro com o titulo de Violência não é a Solução, é que temos que aprender a identificar a melhor forma de comunicação com qualquer que seja o nosso interlocutor, seja ele humano ou não, seja ele animal ou vegetal, seja ele um ser individual, ou um grupo, um coletivo qualquer. Por traz disto esta o desenvolvimento da sensibilidade para a percepção, compressão, a identificação dos sentimentos e necessidades deles, e isto pode ser conseguido de uma forma muito simples, desenvolvendo a nossa capacidade de sentir o outro como ele é e não como gostaríamos que ele fosse. Aceitando o fato de que por ele ser de outra "tribo" não quer dizer que ele seja melhor ou pior do que nós. 
A vida tem nos ensinado que, na maioria das vezes, nós somos os grandes responsáveis pelo sucesso ou fracasso no contato com os próximos a nós. Seja qual for a intenção que tenhamos, seja um contato amistoso ou um contato com perigo, ou com risco de tornar-se belicoso, sempre há algo que está ao nosso alcance fazer, exercendo uma influência positiva, antecipando e direcionando os acontecimentos em direção a soluções melhores.  

Diante deste quadro, salta a seguinte percepção: "a nossa influencia sobre a qualidade de nossos relacionamentos futuros, começa já, antes do primeiro contato, começa com uma atitude, com a atitude de ler este texto, com a atitude de meditar seriamente sobre o mesmo, com a atitude de ver com o coração, de olhar a tudo e a todos com amor."
Pode causar um estranhamento, em algumas pessoas o fato de o texto começar com algo prático em termos de Artes marciais e acabar chegando a pensamentos filosóficos e antropológicos sobre as relações do homem com o mundo. Mas acredito que este seja o grande diferencial da ótica do Aikido e especialmente a visão nossa, dos membros do Instituto, que seja a de estar sempre atento para descobrir Links de coisas especificas, do treinamento do Aikido, com as necessidades e realidades do ser humano.


terça-feira, 23 de junho de 2009

O QUADRADO MÁGICO
Na dinâmica do Aikido, em qualquer direção que houver deslocamento, tanto no plano horizontal como no vertical, para frente, para traz, para os lados, para cima, para baixo ou mesmo durante os movimentos circulares, devemos sempre, manter nossa coluna na vertical. É também de suma importância, procurar manter as nossas mãos dentro de uma área delimitada por quatro linhas imaginárias, a seguir descritas: 1ª- a linha do Tanden que vai de um Ilíaco ao outro passando pelo Saika tanden( Ponto Uno), localizado a três ou quatro dedos abaixo do Umbigo, 2ª - uma linha horizontal, imaginaria, que passa a um palmo a cima da cabeça, e 3ª e 4ª -duas linhas verticais que se formam de um tracejado entre a crista ilíaca de cada lado e seu ombro correspondente. Nunca esquecendo que a região de mais poder dentro desta área é a mais próxima possível da linha vertical que divide este retângulo e que pode ser descrita como uma linha que ligue a ponta de nosso Nariz e o Umbigo, passando pelo centro do Plexo Solar e pelo Saika Tanden, podemos ainda dizer, que nesta linha a região mais importante é a mais próxima ao Tanden.
R. Vargas